Quando a enxaqueca deixa de ser um episódio e passa a ocupar mais da metade dos seus dias, o quadro tem nome: enxaqueca crônica. É uma condição específica, com causas identificáveis e tratamentos próprios — muito diferente de simplesmente "aumentar o remédio".
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A enxaqueca crônica costuma se instalar aos poucos. Quando a pessoa percebe, a dor virou rotina.
Enxaqueca crônica é uma condição tratável. Na maioria dos casos, existem caminhos que ainda não foram testados.
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O diagnóstico é definido por critérios internacionais: dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, por mais de três meses, sendo que em pelo menos 8 desses dias a dor tem características de enxaqueca. Não é uma enxaqueca "mais forte" — é um quadro que mudou de padrão e exige uma estratégia diferente.
Contar os dias de dor no mês é o que separa a enxaqueca episódica da crônica. Por isso o diário de cefaleia é tão importante — ele muda a conduta.
Ninguém acorda com enxaqueca crônica. Ela se instala ao longo de meses ou anos, e boa parte dos fatores que levam a isso pode ser tratada.
Com tratamento adequado, uma parcela importante dos pacientes volta ao padrão episódico. O objetivo do tratamento é exatamente esse.
Identificar os fatores de cronificação é o que permite reverter o quadro. Estes são os mais comuns.
O principal fator reversível. Tomar remédio para dor com muita frequência pode fazer o próprio medicamento sustentar a dor.
Crises frequentes e mal controladas sensibilizam o sistema de dor. Tratar bem cada crise também é prevenir a cronificação.
Insônia, apneia do sono, depressão e ansiedade caminham junto com a enxaqueca crônica e precisam ser tratados em conjunto.
Alterações cervicais, bruxismo, disfunções odontológicas, rinossinusopatias e obesidade também contribuem para o quadro.
Uma dor de cabeça que muda de padrão merece atenção. Procure um médico se você tiver:
Em caso de emergência, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue para o SAMU (192).
O tratamento tem três frentes que caminham juntas. Trabalhar apenas uma delas costuma ser o motivo de tentativas anteriores não terem funcionado.
Quando há uso excessivo de analgésicos, a retirada orientada é o primeiro passo — e muda o resultado de todo o resto.
O objetivo é reduzir a frequência das crises até o quadro voltar a ser episódico.
Sem isso, o quadro tende a voltar. É a parte mais negligenciada do tratamento.
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Uma consulta de cefaleia não é uma consulta comum: ela exige tempo, escuta e detalhe. É assim que funciona.
Quando começou, como é, quanto dura, o que melhora e o que piora. O histórico é a principal ferramenta diagnóstica em cefaleias.
O que você já tomou, em que dose, por quanto tempo e por que parou. Isso evita repetir caminhos que já não funcionaram.
Avaliação clínica completa para identificar sinais que exijam investigação adicional ou exames de imagem.
Você sai da consulta sabendo o nome do seu diagnóstico, o que fazer na crise e qual é a estratégia preventiva — se houver indicação.
O tratamento da enxaqueca é ajustado ao longo do tempo, com base no seu diário de dor e na sua resposta clínica.
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Neurologista com subespecialização em Cefaleias, atua na Clínica Dra. Ivy Liger, no Jardim Paulista, em São Paulo — um espaço pensado para acolher quem convive com dores de cabeça.
Desenvolve pesquisas sobre o impacto global da enxaqueca e conhece de perto a jornada de quem passa anos até receber um diagnóstico correto. Sua prática é centrada no paciente, unindo acolhimento, ética e ciência.
Agende uma avaliação com a Dra. Ivy Liger e entenda o que está mantendo o seu quadro crônico — e qual é o caminho para reverter.
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O conteúdo desta página tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou o tratamento individualizado. Resultados variam de paciente para paciente. Em caso de sintomas, procure um médico. Responsável técnica: Dra. Ivy Liger — CRM 175032-SP · RQE 91802.