Neurologia • Especialista em Cefaleias

Dor de cabeça 15 dias ou mais por mês não é normal, e tem tratamento.

Quando a enxaqueca deixa de ser um episódio e passa a ocupar mais da metade dos seus dias, o quadro tem nome: enxaqueca crônica. É uma condição específica, com causas identificáveis e tratamentos próprios, muito diferente de simplesmente "aumentar o remédio".

CRM 175032-SP · RQE 91802 Fellowship em Cefaleias - Santa Casa de SP Jardim Paulista, São Paulo
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Sua vida já se organiza em torno da dor?

A enxaqueca crônica costuma se instalar aos poucos. Quando a pessoa percebe, a dor virou rotina.

Você já não sabe dizer quantos dias por mês fica sem dor.
Carrega analgésico na bolsa e toma quase todos os dias.
Já tentou vários preventivos e nenhum resolveu de verdade.
Acorda com dor ou já espera que ela apareça durante o dia.
Sente que a dor afetou seu humor, seu sono e sua produtividade.
Ouviu que "não tem mais o que fazer" no seu caso.

Enxaqueca crônica é uma condição tratável. Na maioria dos casos, existem caminhos que ainda não foram testados.

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Entenda o diagnóstico

O que é enxaqueca crônica

O diagnóstico é definido por critérios internacionais: dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, por mais de três meses, sendo que em pelo menos 8 desses dias a dor tem características de enxaqueca. Não é uma enxaqueca "mais forte": é um quadro que mudou de padrão e exige uma estratégia diferente.

O calendário é o exame

Contar os dias de dor no mês é o que separa a enxaqueca episódica da crônica. Por isso o diário de cefaleia é tão importante: ele muda a conduta.

A cronificação é um processo

Ninguém acorda com enxaqueca crônica. Ela se instala ao longo de meses ou anos, e boa parte dos fatores que levam a isso pode ser tratada.

O caminho tem volta

Com tratamento adequado, uma parcela importante dos pacientes volta ao padrão episódico. O objetivo do tratamento é exatamente esse.

O que faz a enxaqueca virar crônica

Identificar os fatores de cronificação é o que permite reverter o quadro. Estes são os mais comuns.

Fator 1

Crises frequentes e mal controladas

Crises que se repetem sem tratamento adequado sensibilizam o sistema de dor. Tratar bem cada crise também é prevenir a cronificação.

Fator 2

Distúrbios do sono

Insônia e apneia do sono são frequentes em quem tem enxaqueca crônica e influenciam diretamente a frequência das crises.

Fator 3

Humor e ansiedade

Depressão e ansiedade caminham junto com a enxaqueca crônica e precisam ser avaliadas e tratadas em conjunto.

Fator 4

Fatores associados

Alterações cervicais, bruxismo, disfunções odontológicas, rinossinusopatias e peso corporal também contribuem para o quadro.

Quando procurar avaliação sem demora

Uma dor de cabeça que muda de padrão merece atenção. Procure um médico se você tiver:

  • Dor de início súbito e muito intensa, diferente de tudo que já sentiu.
  • Dor com febre, rigidez na nuca, confusão mental ou desmaio.
  • Perda de força, alteração da fala ou da visão que não melhora.
  • Piora progressiva da dor ao longo de dias ou semanas.
  • Dor que começou depois dos 50 anos ou que mudou muito de característica.

Em caso de emergência, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue para o SAMU (192).

Opções terapêuticas

Como a enxaqueca crônica é tratada

O tratamento tem três frentes que caminham juntas. Trabalhar apenas uma delas costuma ser o motivo de tentativas anteriores não terem funcionado.

Tratar bem cada crise

Um tratamento agudo eficaz é parte da estratégia, e não o oposto dela. Crise mal controlada alimenta a cronificação.

  • Medicação de resgate adequada ao seu tipo de dor
  • Plano escrito para você saber o que fazer na crise
  • Bloqueio de nervos cranianos em situações selecionadas

Tratamento preventivo

O objetivo é reduzir a frequência das crises até o quadro voltar a ser episódico.

  • Toxina botulínica - protocolo PREEMPT, específico para enxaqueca crônica
  • Anticorpos monoclonais anti-CGRP, mensais ou trimestrais
  • Preventivos orais em dose e tempo adequados

Tratar o que está em volta

Sem isso, o quadro tende a voltar. É a parte mais negligenciada do tratamento.

  • Avaliação e tratamento do sono, humor e ansiedade
  • Investigação cervical, odontológica e nasossinusal
  • Encaminhamento a outros especialistas quando necessário
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Sem surpresas

Como é a consulta com a Dra. Ivy Liger

Uma consulta de cefaleia não é uma consulta comum: ela exige tempo, escuta e detalhe. É assim que funciona.

História detalhada da sua dor

Quando começou, como é, quanto dura, o que melhora e o que piora. O histórico é a principal ferramenta diagnóstica em cefaleias.

Revisão de tratamentos anteriores

O que você já tomou, em que dose, por quanto tempo e por que parou. Isso evita repetir caminhos que já não funcionaram.

Exame neurológico

Avaliação clínica completa para identificar sinais que exijam investigação adicional ou exames de imagem.

Diagnóstico e plano terapêutico

Você sai da consulta sabendo o nome do seu diagnóstico, o que fazer na crise e qual é a estratégia preventiva, se houver indicação.

Acompanhamento

O tratamento da enxaqueca é ajustado ao longo do tempo, com base no seu diário de dor e na sua resposta clínica.

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Dra. Ivy Liger, neurologista especialista em dores de cabeça e enxaqueca em São Paulo
Quem vai te atender

Dra. Ivy Liger

CRM 175032-SP RQE 91802

Neurologista com subespecialização em Cefaleias, atua na Clínica Dra. Ivy Liger, no Jardim Paulista, em São Paulo, um espaço pensado para acolher quem convive com dores de cabeça.

Desenvolve pesquisas sobre o impacto global da enxaqueca e conhece de perto a jornada de quem passa anos até receber um diagnóstico correto. Sua prática é centrada no paciente, unindo acolhimento, ética e ciência.

  • Fellowship em Cefaleias - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Fellowship em Neurologia Cognitiva, Comportamental e TDAH - UNIFESP
  • Residência Médica em Neurologia - Hospital Santa Marcelina
  • Graduação em Medicina - Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Membro da Academia Brasileira de Neurologia, da Sociedade Brasileira de Cefaleia e da International Headache Society
  • Pesquisas clínicas pelo Centro de Cefaleia de São Paulo

Perguntas frequentes sobre enxaqueca crônica

Sim, é justamente esse o objetivo do tratamento, e acontece com uma parcela importante dos pacientes. A reversão costuma exigir a combinação de três coisas: tratar bem cada crise, usar um preventivo eficaz por tempo suficiente e cuidar dos fatores associados, como sono, humor e ansiedade.
Vale. É muito comum que tratamentos anteriores tenham sido usados em dose baixa, por tempo curto, ou sem que os fatores associados fossem tratados junto, e nesse cenário nenhum preventivo funciona bem. Além disso, existem opções específicas para enxaqueca crônica, como a toxina botulínica e os anticorpos monoclonais, que podem não ter sido consideradas ainda. Por isso a consulta revisa em detalhe o que já foi tentado.
A diferença é a frequência. Na forma episódica, as crises ocorrem em menos de 15 dias por mês. Na crônica, há dor em 15 dias ou mais por mês, por mais de três meses, com pelo menos 8 dias de características de enxaqueca. Essa distinção não é burocrática: ela muda as opções de tratamento disponíveis.
Na maioria dos casos, não. O diagnóstico é clínico, feito pela história e pelo exame neurológico. Exames de imagem são indicados quando há sinais de alerta ou dúvida diagnóstica, e essa avaliação é individual.
Não necessariamente. O tratamento preventivo costuma ser mantido por um período, em geral alguns meses após o controle das crises, e depois reavaliado, com redução gradual quando apropriado. A decisão é sempre individual e acompanhada em consulta.
O agendamento é feito diretamente pelo WhatsApp da clínica. O atendimento é exclusivamente particular e acontece na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, conjunto 802, Jardim Paulista, São Paulo, de segunda a sexta, das 09h às 19h. Também há possibilidade de teleconsulta em casos selecionados.

Dor quase todo dia não precisa ser o seu normal

Agende uma avaliação com a Dra. Ivy Liger e entenda o que está mantendo o seu quadro crônico, e qual é o caminho para reverter.

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(11) 99929-7785
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 881 · Cj. 802 · Jardim Paulista, SP
Segunda a sexta, das 09h às 19h

Referências

As informações desta página baseiam-se nas fontes abaixo. Todos os links levam à publicação original.

  1. Headache Classification Committee of the International Headache Society The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (ICHD-3). Cephalalgia. 2018;38(1):1-211. doi:10.1177/0333102417738202
  2. Natoli JL, Manack A, Dean B, et al. Global prevalence of chronic migraine: a systematic review. Cephalalgia. 2010;30(5):599-609. doi:10.1111/j.1468-2982.2009.01941.x
  3. Bigal ME, Lipton RB Modifiable Risk Factors for Migraine Progression. Headache. 2006;46(9):1334-1343. doi:10.1111/j.1526-4610.2006.00577.x
  4. Dodick DW, Turkel CC, DeGryse RE, et al. OnabotulinumtoxinA for Treatment of Chronic Migraine: Pooled Results From the PREEMPT Clinical Program. Headache. 2010;50(6):921-936. doi:10.1111/j.1526-4610.2010.01678.x

Última atualização: setembro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

O conteúdo desta página tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou o tratamento individualizado. Resultados variam de paciente para paciente. Em caso de sintomas, procure um médico. Responsável técnica: Dra. Ivy Liger - CRM 175032-SP · RQE 91802.