Neurologia • Especialista em Cefaleias

Bloqueios de nervos cranianos: uma estratégia a mais, feita no consultório.

Um procedimento simples, de poucos minutos, que pode ser utilizado em situações selecionadas como estratégia de tratamento agudo, de transição ou complementar, conforme o diagnóstico. É uma das ferramentas menos conhecidas pelos pacientes no cuidado das dores de cabeça.

CRM 175032-SP · RQE 91802 Fellowship em Cefaleias - Santa Casa de SP Jardim Paulista, São Paulo
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Quando o bloqueio costuma ser indicado

É um recurso versátil, usado em situações bem específicas do tratamento das cefaleias.

Crise de enxaqueca que não cede com a medicação habitual.
Dor arrastada, que já dura vários dias seguidos.
Necessidade de uma alternativa quando a medicação oral não é suficiente.
Dor na nuca que irradia para a cabeça, sugerindo neuralgia occipital.
Período de crises de cefaleia em salvas que precisa ser interrompido rapidamente.
Situações em que há restrição ao uso de medicamentos por via oral.

A indicação depende do seu diagnóstico e do momento do tratamento. É uma decisão tomada em consulta.

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Entenda o procedimento

O que é o bloqueio anestésico

Consiste na aplicação de anestésico local (às vezes associado a um corticoide) ao redor de nervos específicos que conduzem a dor da cabeça, como o occipital maior e menor, o supraorbital e o supratroclear. Ao interromper temporariamente a transmissão da dor nesses nervos, o procedimento reduz a sensibilização do sistema e pode quebrar o ciclo de uma crise prolongada.

Feito em consultório

O procedimento é ambulatorial e leva poucos minutos, sem necessidade de internação, jejum ou sedação. Você retorna às atividades no mesmo dia.

Uso estratégico

Podem ser utilizados em situações selecionadas como estratégia de tratamento agudo, de transição ou complementar, conforme o diagnóstico e a avaliação clínica.

Ação localizada

Por agir em pontos específicos, é uma alternativa útil quando se quer evitar a exposição repetida a medicamentos por via oral.

Como é o procedimento, passo a passo

A maior parte do receio vem do desconhecido. Na prática, é um dos procedimentos mais simples do consultório.

Etapa 1

Avaliação

Confirmação do diagnóstico e identificação, pelo exame, dos pontos dolorosos que orientam onde aplicar.

Etapa 2

Aplicação

Poucos minutos, sentado, com agulha fina. Não precisa de jejum, sedação nem preparo prévio.

Etapa 3

Observação

Você permanece alguns minutos em observação. É comum sentir dormência no couro cabeludo, que passa sozinha.

Etapa 4

Volta à rotina

Retorno às atividades no mesmo dia, com orientações simples e um plano de acompanhamento.

O que você precisa saber antes

Como todo procedimento, o bloqueio tem limites e cuidados:

  • É um recurso de alívio, não um tratamento preventivo definitivo, geralmente compõe um plano maior.
  • A duração do efeito varia bastante de pessoa para pessoa e entre diferentes aplicações.
  • Efeitos comuns e passageiros: dor no local, dormência do couro cabeludo e, ocasionalmente, tontura leve.
  • Existem contraindicações, como alergia aos anestésicos, infecção no local e alguns distúrbios de coagulação.
  • Deve ser realizado por médico com treinamento na técnica, que conhece a anatomia dos nervos envolvidos.

Tudo isso é avaliado e conversado na consulta antes de qualquer procedimento.

Visão completa

Onde o bloqueio entra no seu tratamento

Ele resolve o agora. Mas o objetivo continua sendo ter menos crises no futuro.

Alívio imediato

Para interromper a dor que está acontecendo agora.

  • Bloqueio anestésico de nervos cranianos
  • Medicação de resgate ajustada ao seu tipo de dor
  • Plano escrito para você saber o que fazer na próxima crise

Prevenção

Para que as crises fiquem menos frequentes e menos intensas ao longo do tempo.

  • Preventivos orais em dose e tempo adequados
  • Toxina botulínica - protocolo PREEMPT, na enxaqueca crônica
  • Anticorpos monoclonais anti-CGRP, quando indicados

Fatores associados

O que sustenta a dor por trás e costuma passar despercebido.

  • Sono, humor e ansiedade
  • Fatores cervicais, odontológicos e nasossinusais
  • Avaliação de peso, rotina e níveis de estresse
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Sem surpresas

Como é a consulta com a Dra. Ivy Liger

Uma consulta de cefaleia não é uma consulta comum: ela exige tempo, escuta e detalhe. É assim que funciona.

História detalhada da sua dor

Quando começou, como é, quanto dura, o que melhora e o que piora. O histórico é a principal ferramenta diagnóstica em cefaleias.

Revisão de tratamentos anteriores

O que você já tomou, em que dose, por quanto tempo e por que parou. Isso evita repetir caminhos que já não funcionaram.

Exame neurológico

Avaliação clínica completa para identificar sinais que exijam investigação adicional ou exames de imagem.

Diagnóstico e plano terapêutico

Você sai da consulta sabendo o nome do seu diagnóstico, o que fazer na crise e qual é a estratégia preventiva, se houver indicação.

Acompanhamento

O tratamento da enxaqueca é ajustado ao longo do tempo, com base no seu diário de dor e na sua resposta clínica.

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Dra. Ivy Liger, neurologista especialista em dores de cabeça e enxaqueca em São Paulo
Quem vai te atender

Dra. Ivy Liger

CRM 175032-SP RQE 91802

Neurologista com subespecialização em Cefaleias, atua na Clínica Dra. Ivy Liger, no Jardim Paulista, em São Paulo, um espaço pensado para acolher quem convive com dores de cabeça.

Desenvolve pesquisas sobre o impacto global da enxaqueca e conhece de perto a jornada de quem passa anos até receber um diagnóstico correto. Sua prática é centrada no paciente, unindo acolhimento, ética e ciência.

  • Fellowship em Cefaleias - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Fellowship em Neurologia Cognitiva, Comportamental e TDAH - UNIFESP
  • Residência Médica em Neurologia - Hospital Santa Marcelina
  • Graduação em Medicina - Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Membro da Academia Brasileira de Neurologia, da Sociedade Brasileira de Cefaleia e da International Headache Society
  • Pesquisas clínicas pelo Centro de Cefaleia de São Paulo

Perguntas frequentes sobre bloqueio anestésico

A agulha é fina e a aplicação é rápida. A maioria dos pacientes descreve um desconforto breve, comparável ao de uma picada, seguido de uma sensação de peso ou dormência local que passa sozinha. Para quem está em crise há dias, o alívio que vem depois costuma compensar amplamente o incômodo do momento.
A duração varia bastante de pessoa para pessoa e entre diferentes aplicações. O anestésico em si dura poucas horas, mas o benefício costuma se estender além disso. Não existe um tempo fixo a prometer: o bloqueio é usado como estratégia de tratamento agudo, de transição ou complementar, e o resultado esperado é avaliado caso a caso, conforme o diagnóstico.
É um procedimento ambulatorial considerado seguro quando realizado por profissional treinado, com técnica e anatomia corretas. Não exige exames de rotina nem internação. A avaliação prévia serve para confirmar o diagnóstico e checar contraindicações, como alergias e uso de anticoagulantes.
Sim, o procedimento pode ser repetido. A frequência é definida individualmente, conforme a resposta e o plano de tratamento, especialmente quando há corticoide associado, cujo uso repetido exige critério. A ideia não é repetir indefinidamente, mas usar o bloqueio como apoio enquanto a prevenção é ajustada.
Na maioria dos casos não há necessidade de acompanhante e é possível retomar as atividades no mesmo dia. Como pode ocorrer tontura leve em algumas pessoas, essa orientação é individualizada e conversada antes do procedimento.
O agendamento é feito diretamente pelo WhatsApp da clínica. O atendimento é exclusivamente particular e acontece na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, conjunto 802, Jardim Paulista, São Paulo, de segunda a sexta, das 09h às 19h. O procedimento é sempre precedido de avaliação médica.

Uma estratégia a mais dentro do seu tratamento

Agende uma avaliação com a Dra. Ivy Liger e descubra se o bloqueio anestésico é indicado para o seu caso, dentro de um plano completo de tratamento.

Atendimento exclusivamente particular

(11) 99929-7785
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 881 · Cj. 802 · Jardim Paulista, SP
Segunda a sexta, das 09h às 19h

Referências

As informações desta página baseiam-se nas fontes abaixo. Todos os links levam à publicação original.

  1. Blumenfeld A, Ashkenazi A, Napchan U, et al. Expert Consensus Recommendations for the Performance of Peripheral Nerve Blocks for Headaches. Headache. 2013;53(3):437-446. doi:10.1111/head.12053
  2. Headache Classification Committee of the International Headache Society The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (ICHD-3). Cephalalgia. 2018;38(1):1-211. doi:10.1177/0333102417738202

Última atualização: setembro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

O conteúdo desta página tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou o tratamento individualizado. Resultados variam de paciente para paciente. Em caso de sintomas, procure um médico. Responsável técnica: Dra. Ivy Liger - CRM 175032-SP · RQE 91802.