Neurologia • Especialista em Cefaleias

Anticorpos monoclonais anti-CGRP: a primeira classe de remédios criada especificamente para enxaqueca.

Durante décadas, a prevenção da enxaqueca foi feita com medicamentos emprestados de outras especialidades. Os anticorpos monoclonais mudaram isso: são uma aplicação subcutânea mensal ou trimestral, desenvolvida para agir no mecanismo da própria enxaqueca.

CRM 175032-SP · RQE 91802 Fellowship em Cefaleias — Santa Casa de SP Jardim Paulista, São Paulo
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Esse tratamento pode fazer sentido para você?

Os anticorpos monoclonais têm indicação bem definida. Estes são os cenários mais comuns.

Você tem crises frequentes o suficiente para precisar de prevenção.
Já tentou preventivos orais sem resposta satisfatória.
Precisou interromper tratamentos por efeitos colaterais — sonolência, ganho de peso, lentidão.
Tem dificuldade em manter um remédio diário na rotina.
Tem outras condições de saúde que limitam as opções orais.
Ouviu falar da medicação e quer entender se ela serve para o seu caso.

A indicação depende do diagnóstico, da frequência das crises e do histórico de tratamentos. Isso é definido em consulta.

Quero saber se tenho indicação

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Entenda o tratamento

O que são os anticorpos monoclonais anti-CGRP

O CGRP é uma substância liberada durante a crise de enxaqueca e diretamente envolvida na dor e na inflamação dos vasos e nervos da cabeça. Os anticorpos monoclonais são moléculas desenhadas para bloquear especificamente o CGRP ou o seu receptor — atuando no mecanismo da enxaqueca, e não no corpo inteiro. É essa especificidade que explica o perfil de tolerabilidade da classe.

Alvo específico

Ao contrário dos preventivos orais, que agem de forma ampla no organismo, essa classe foi criada para bloquear uma via específica da enxaqueca.

Mensal ou trimestral

A aplicação é subcutânea, em intervalos longos. Para quem não se adapta a comprimido diário, isso muda a aderência ao tratamento.

Episódica e crônica

Diferente da toxina botulínica, que é indicada na forma crônica, os anti-CGRP podem ser considerados também na enxaqueca episódica frequente.

Como é o tratamento na prática

Do primeiro contato à avaliação de resposta, é assim que o processo acontece.

Etapa 1

Avaliação e indicação

Confirmação do diagnóstico, contagem dos dias de dor por mês e revisão detalhada dos preventivos já usados.

Etapa 2

Primeira aplicação

Injeção subcutânea, com caneta aplicadora. Rápida, feita com orientação, e depois passível de autoaplicação em casa.

Etapa 3

Acompanhamento

O diário de dor registra a evolução. A resposta costuma ser avaliada ao longo dos primeiros meses de uso.

Etapa 4

Ajuste do plano

Com base na resposta, define-se manter, trocar de molécula ou combinar com outras estratégias.

O que você precisa saber antes

Expectativas claras fazem parte de um bom tratamento:

  • O objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises — não eliminá-las por completo.
  • A resposta é individual: parte dos pacientes tem melhora expressiva, outros têm melhora parcial, e alguns não respondem.
  • Existem diferentes moléculas na classe. Não responder a uma não significa que as demais também não funcionarão.
  • É um tratamento preventivo. Você ainda precisa de um plano para tratar a crise quando ela ocorrer.
  • Há situações em que a medicação não é indicada, incluindo gestação e algumas condições cardiovasculares.
  • É um tratamento de custo elevado e, no atendimento particular, esse ponto é conversado abertamente antes da decisão.

A prescrição é individual e depende da avaliação médica. Não inicie nem interrompa medicações por conta própria.

Visão completa

Onde os anti-CGRP entram no seu tratamento

Eles são uma peça importante, mas não a única. O plano completo continua tendo três frentes.

A prevenção

A escolha entre as opções depende do seu quadro, do seu histórico e das suas outras condições de saúde.

  • Anticorpos monoclonais anti-CGRP, mensais ou trimestrais
  • Toxina botulínica — protocolo PREEMPT, na enxaqueca crônica
  • Preventivos orais, isolados ou em combinação

O plano para as crises

A prevenção reduz as crises; ela não substitui saber o que fazer quando a dor aparece.

  • Medicação de resgate adequada ao seu tipo de dor
  • Bloqueio anestésico de nervos cranianos quando necessário
  • Orientação sobre uso seguro de analgésicos

Os fatores associados

Nenhuma medicação entrega o seu melhor resultado se o entorno não for tratado.

  • Sono, humor e ansiedade
  • Fatores cervicais, odontológicos e nasossinusais
  • Retirada do uso excessivo de analgésicos, quando houver
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Sem surpresas

Como é a consulta com a Dra. Ivy Liger

Uma consulta de cefaleia não é uma consulta comum: ela exige tempo, escuta e detalhe. É assim que funciona.

História detalhada da sua dor

Quando começou, como é, quanto dura, o que melhora e o que piora. O histórico é a principal ferramenta diagnóstica em cefaleias.

Revisão de tratamentos anteriores

O que você já tomou, em que dose, por quanto tempo e por que parou. Isso evita repetir caminhos que já não funcionaram.

Exame neurológico

Avaliação clínica completa para identificar sinais que exijam investigação adicional ou exames de imagem.

Diagnóstico e plano terapêutico

Você sai da consulta sabendo o nome do seu diagnóstico, o que fazer na crise e qual é a estratégia preventiva — se houver indicação.

Acompanhamento

O tratamento da enxaqueca é ajustado ao longo do tempo, com base no seu diário de dor e na sua resposta clínica.

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Dra. Ivy Liger, neurologista especialista em dores de cabeça e enxaqueca em São Paulo
Quem vai te atender

Dra. Ivy Liger

CRM 175032-SP RQE 91802

Neurologista com subespecialização em Cefaleias, atua na Clínica Dra. Ivy Liger, no Jardim Paulista, em São Paulo — um espaço pensado para acolher quem convive com dores de cabeça.

Desenvolve pesquisas sobre o impacto global da enxaqueca e conhece de perto a jornada de quem passa anos até receber um diagnóstico correto. Sua prática é centrada no paciente, unindo acolhimento, ética e ciência.

  • Fellowship em Cefaleias — Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Fellowship em Neurologia Cognitiva, Comportamental e TDAH — UNIFESP
  • Especialização em Neurologia — Hospital Santa Marcelina, São Paulo
  • Graduação em Medicina — Faculdade de Medicina de Jundiaí
  • Membro da Associação Brasileira de Neurologia, da Sociedade Brasileira de Cefaleia e da International Headache Society
  • Pesquisas clínicas pelo Centro de Cefaleia de São Paulo

Perguntas frequentes sobre anticorpos monoclonais

Não necessariamente. A aplicação é subcutânea, feita com caneta aplicadora, e a maioria dos pacientes consegue fazer em casa depois de receber a orientação adequada. A primeira aplicação costuma ser acompanhada justamente para ensinar a técnica.
Parte dos pacientes percebe melhora já no primeiro mês, mas a avaliação adequada da resposta é feita ao longo dos primeiros meses de uso, com o diário de dor. Por isso o acompanhamento é parte essencial do tratamento — é ele que mostra se a estratégia está funcionando.
O perfil de tolerabilidade é considerado favorável. Os relatos mais comuns são reação no local da aplicação — vermelhidão ou dor leve — e constipação intestinal com algumas moléculas. Como toda medicação, existem contraindicações e situações de cautela, avaliadas caso a caso na consulta.
Em casos selecionados de enxaqueca crônica de difícil controle, a combinação pode ser considerada. Não é a conduta inicial padrão: a decisão depende da resposta a cada tratamento isoladamente e é sempre individualizada.
Como todo tratamento preventivo, a suspensão pode ser seguida do retorno das crises. Por isso a decisão de manter, espaçar ou interromper é feita com acompanhamento, avaliando a evolução do seu quadro ao longo do tempo — e não de forma abrupta.
O agendamento é feito diretamente pelo WhatsApp da clínica. O atendimento é particular — não atendemos convênio — e acontece na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, conjunto 802, Jardim Paulista, São Paulo, de segunda a sexta, das 08h às 18h. Também há possibilidade de teleconsulta em casos selecionados.

Existem opções que talvez você ainda não tenha testado

Agende uma avaliação com a Dra. Ivy Liger e entenda, com base no seu histórico, se os anticorpos monoclonais fazem sentido para o seu caso.

Atendimento exclusivamente particular · Não atendemos convênio.

(11) 99929-7785
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 881 · Cj. 802 · Jardim Paulista, SP
Segunda a sexta, das 08h às 18h

O conteúdo desta página tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou o tratamento individualizado. Resultados variam de paciente para paciente. Em caso de sintomas, procure um médico. Responsável técnica: Dra. Ivy Liger — CRM 175032-SP · RQE 91802.